O Desafio dos Profissionais de RH nos últimos 55 anos

O Desafio dos Profissionais de RH nos últimos 55 anos

AUTORA:LUCI AZEVEDO PEREIRA- Psicóloga CRP-0389/05 e Mestre em Psicologia Social pela UGF-Diretora da PHC-Potencial Humano Consultoria

DIA DO PSICÓLOGO-27 de agosto

No dia 27 de agosto de 1962, foi regulamentada a profissão do psicólogo no Brasil e formalizada a criação dos cursos de Psicologia. A partir de então, nesta data, é comemorado o Dia do Psicólogo.

A intervenção do Psicólogo se faz presente em clínicas, escolas, organizações, hospitais, etc. Possui caráter de prevenção e promoção da saúde da mente em diferentes situações e contextos, na busca do alívio das emoções e dos sentimentos que trazem angústia ao paciente, abrangendo também casos de crise, problemas de desenvolvimento e quadros psicopatológicos.

Quando nos referimos ao universo dos profissionais de RH verificamos que a prática de RH passou por várias abordagens ao longo da história. Trata-se hoje, de um projeto ainda inacabado, pela dificuldade de definição e de reconhecimento por parte dos empresários quanto à sua importância.

Na chamada Administração Científica de Taylor, Fayol e Ford, encontrávamos um departamento organizado para atender aos interesses da organização e do empregado no que diz respeito a aspectos formais de registro e legalidade. Era evidente a relação “pensar” como patrão e “viver “como empregado. O objetivo era garantir a produção do trabalho e preservar o regime capitalista. Nessas circunstâncias o papel do Psicólogo era o de ajustar a oferta de trabalho à demanda dos trabalhadores.

Os primeiros profissionais de RH tinham a função de buscar recursos, garantindo condições gerais de trabalho para que a empresa não parasse.

Na medida em que as mudanças foram surgindo com os avanços tecnológicos, o gesto desprovido de pensamento foi substituído pela automação. A relação de justaposição homem-máquina, como se ambos estivessem no mundo da produção em pé de igualdade, entra em colapso. Percebe-se que não basta a memória mecânica dos gestos repetitivos. O trabalhador precisa pensar para controlar e manter o ritmo da produção.

Nessa ocasião, o deslocamento do controle de produção e qualidade da repetição para indicadores estabelecidos por planejamentos, programação, avaliação, discussões sobre subordinação e comando, que pareciam representar um avanço, também se tornaram obsoletos devido aos desafios da tecnologia, mundo do trabalho e a necessidade de um novo perfil de trabalhador.

O avanço tecnológico possibilitou ao Psicólogo a busca por profissionais com os mais variados perfis. Surge a ideia da participação.

Apesar de toda evolução, ou seja, da passagem do operário para operador, do executor para controlador, ainda ocorriam situações de conflito e convivência entre chefes e empregados. Fez-se necessária a corrida por Recursos Humanos.

A formalização de políticas de Recursos Humanos se mostrou essencial para abranger o complexo organizacional .

O psicólogo que hoje atua em RH pode ser  considerado o carro-chefe de uma organização, programador de valores e ética.

Nessa perspectiva histórica,nos últimos 55 anos, muitas mudanças ocorreram, dentre elas:

1.O setor de RH passa a ter profissionais humanistas, competentes, especializados em comportamento humano e relações interpessoais.
2.O recrutamento, a seleção e a integração passaram a ser fundamentais para o crescimento organizacional.
3.A contratação de pessoas deixou de se restringir à carteira de trabalho;
4. A remuneração flexível passou a ser negociada caso a caso, com ganhos por produtividade e participação nos lucros e resultados;
5.O empenho da organização passou a ser  dirigido para busca da qualificação e desempenho do empregado.
6. A liderança agora é baseada na competência e na construção da afetividade (desenvolvimento de sentimentos de troca, reconhecimento e aceitação). O líder coordena o potencial da equipe.
7.As demissões passaram a ser o resultado de um trabalho sério de avaliação de desempenho com indicadores objetivos, claros e acordados para todos.

Para concluir, os dirigentes estão passando, na atualidade, por um processo de valorização e receptividade maior quanto ao auxilio que os Psicólogos possam prestar à resolução dos problemas organizacionais.

Por outro lado, as organizações poderão se tornar mais aptas a atuar a serviço dos objetivos socialmente válidos e mais responsáveis perante seus membros, e não somente perante seus criadores ou perante os consumidores de seus produtos e serviços.

Essa é uma grande conquista dos psicólogos que atuam em RH.

“Parabéns a todos os Psicólogos que ajudam a transformar dores e dissabores em grandes oportunidades de mudança e vida”

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Luci Pereira

CRP 05/4475. Mestre em Psicologia Social; Pós-Graduada em Recursos Humanos; Psicóloga; Dinamicista; Psicodramatista e Coach. Consultora de organizações públicas e privadas de médio e grande porte, nacionais e multinacionais com atuação no planejamento e execução de programas de treinamento e desenvolvimento de pessoas, elaboração de projetos de consultoria voltados para pesquisas e comportamento organizacional como subsídio para formulação de políticas e/ou planejamento dos sistemas técnicos de RH, orientação vocacional e profissional, coaching e mentoring.Participação como palestrante em congresso nacional de Psicodrama. Consultora DISC E-TALENT.

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